A crise fiscal e o endividamento “insustentável” que vêm assombrando o país são, na verdade, “invenções” para desequilibrar a economia, em prejuízo dos gastos sociais. A análise é do economista Daniel Conceição, professor da UFRJ. Ao lado de Carlos Pinkusfeld Bastos, também da UFRJ, Sulamis Dain, da UERJ, e Pedro Rossi, da Unicamp, Conceição participou do seminário “Desenvolvimento, Espaço Fiscal e Financiamento Setorial”, realizado em 16 de dezembro de 2016 pela rede Brasil Saúde Amanhã, em parceria com o CEE-Fiocruz. Confira a transcrição da palestra de Daniel Conceição.

Temporão: Tempos sombrios para a saúde pública

segunda-feira, 16, janeiro , 2017 por

A emenda constitucional que impõe limites rígidos nos gastos públicos para os próximos 20 anos pode ser analisada de múltiplas perspectivas: econômica, política, de seu impacto nas políticas sociais e nas condições de vida da maioria da população, entre outros. Na realidade, ela expressa uma série de valores e de visões de mundo que se contrapõe radicalmente ao que Sérgio Arouca, utilizando um conceito de Norbert Elias, denominava de Processo Civilizatório, quando o Brasil abraçou nos anos 1980 o desafio de construir um sistema de saúde universal nos trópicos.






Perspectivas para o Brasil, a Economia e a Saúde

segunda-feira, 19, dezembro , 2016 por

Os mitos da insustentabilidade da dívida pública brasileira, da contração fiscal expansionista, da insolvência do Estado e da “farra” do gasto público, entre outras falsas premissas econômicas que vigoram, hoje, no Brasil, foram descontruídos por especialistas de diferentes instituições, reunidos na última sexta-feira, 16 de dezembro, no seminário “Desenvolvimento, Espaço Fiscal e Financiamento Setorial”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE).






Pediatria: entraves para desospitalização

segunda-feira, 07, novembro , 2016 por

Por falta de políticas públicas eficazes, dezenas de crianças com doenças crônicas vivem hoje em unidades de saúde pelo país. Dependentes de algum tipo de tecnologia e diante do alto custo dos tratamentos domiciliares, elas seguem internadas, ainda que já tenham alcançado condições de estabilidade clínica para obter a alta. Este é um dos grandes desafios enfrentados atualmente pela pediatria, do ponto de vista da promoção da saúde e do autocuidado de pacientes crônicos. Quase metade das crianças internadas na Enfermaria de Pediatria do IFF/Fiocruz, por exemplo, encontra-se nesta situação.






Abrasco: ‘Austeridade faz mal à saúde’

segunda-feira, 17, outubro , 2016 por

Realizado de 09 a 12 de outubro na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o 7º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), promoveu debates e reflexões em torno do tema “Pensamento crítico, emancipação e alteridade: agir em saúde na (ad)diversidade”. No último dia, a mesa-redonda “Sociedade, subjetividade e saúde: desafios do SUS em tempos de crise democrática” contou com a participação de Marta Gislene Pignati, Gastão Wagner, Alcides Miranda, Roseni Pinheiro e Luis Eugenio Souza.






Fiocruz divulga carta aberta sobre a PEC 241

segunda-feira, 10, outubro , 2016 por

O Conselho Deliberativo da Fiocruz torna pública a carta aberta “A PEC 241 e os impactos sobre os direitos sociais, a saúde e a vida”. O documento alerta a sociedade, o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre os efeitos negativos da PEC 241/2016. A carta foi aprovada depois de reunião aberta do CD Fiocruz, realizada dia 30 de setembro com a presença do presidente da Associação Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde (Ampasa), Gilmar de Assis; do diretor da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Jerson Lima Silva; dos representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Wanderley Gomes da Silva e André Luiz de Oliveira; do coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, Antonio Ivo de Carvalho; e do presidente da Fundação, Paulo Gadelha.






A saúde nas mãos do capital estrangeiro

segunda-feira, 19, setembro , 2016 por

Em 2014, às vésperas do início do recesso parlamentar de fim de ano, em meio a dezenas de artigos tratando dos mais variados assuntos, o Congresso Nacional aprovou regra que amplia, em muito, o campo de atuação do capital estrangeiro na saúde do Brasil. Antes restrito aos planos e seguros, agora o capital estrangeiro pode, de forma direta ou indireta, atuar na assistência à saúde. “É triste porque é uma mudança constitucional. Como uma mudança constitucional ocorre sem um grande debate na sociedade?”, indaga a sanitarista Ligia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).






Teto fiscal: remédio amargo e desnecessário

segunda-feira, 29, agosto , 2016 por

: Apresentado como única solução para a crise econômica, o ajuste fiscal tornou-se a senha para a criação de um arrocho, por meio da regulação restritiva de gastos. O remédio amargo foi tema do debate “Estado de sítio fiscal no SUS”, da série Futuros do Brasil, promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). Durante o evento, realizado dia 16 de agosto, Élida Graziane Pinto, procuradora do Ministério Público do Estado de São Paulo, e Graziele David, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e conselheira do Cebes, discutiram o impacto do teto constitucional para as despesas públicas, proposto por meio da PEC 241/2016.






Investir em saúde para sair da crise econômica

segunda-feira, 22, agosto , 2016 por

Nos últimos anos o Brasil melhorou em muita coisa. No caso a saúde, mesmo com todos os problemas do SUS, o fato de termos um sistema público de saúde nos levou a melhorar indicadores importantes de saúde, mesmo com todos os problemas de as´due. Sim, queremos mais. Mas não podemos deixar de ver que além de termos ampliado o acesso a saúde para todos brasileiros, alcançamos importantes reduções nas Taxas de Mortalidade Infantil, na Taxa de desnutrição em crianças e na ocorrência das doenças infecto contagiosas, parasitárias e as imunopreveníveis.






Para incentivar estudos que contribuam na prevenção, diagnóstico e tratamento de infecções causadas pelo vírus zika e doenças correlacionadas, o Governo Federal lançou na quinta-feira (2/6) edital que prevê recursos R$ 65 milhões para pesquisas nesta área. O ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, participou do lançamento do edital em Brasília. O edital é uma parceria entre os ministérios da Saúde; Educação; e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.






Página 2 de 3
TOP