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Agenda 2030 e o olhar estratégico para o futuro

segunda-feira, 18, setembro , 2017 por

O Brasil caminha a passos lentos para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o conjunto de metas assumidas em 2015 pelos 193 países signatários das Nações Unidas, cujo objetivo é integrar o desenvolvimento econômico, o social e a sustentabilidade, em âmbito global, nacional e local. Ainda assim, o compromisso representa oportunidade ímpar para discutir – e defender – a universalidade e a equidade de políticas sociais, dentre elas, o Sistema Único de Saúde (SUS). Essas são algumas das conclusões do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã nos dias 11 e 12 de setembro, no Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos, na Fiocruz. O evento reuniu pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de diversas unidades e áreas estratégicas da Fiocruz, dentre eles três ex-presidentes da Fundação, em torno de quatro painéis temáticos: Desenvolvimento e Sustentabilidade; Saúde, Ambiente e Sustentabilidade; Desenvolvimento, Saúde e Proteção Social; e Perspectivas e Desafios da Agenda 2030.

A segunda rodada dos seminários “Brasil Saúde Amanhã”, realizada no último dia 12, abordou o tema Gasto público e privado em saúde no Brasil: o que se pode esperar para 2040-50. Os palestrantes trataram da tendência de crescimento dos gastos no setor e a necessidade de se pensar na capacidade de o Estado atender à crescente demanda por saúde, gerada, principalmente pelo envelhecimento da população, pelo crescimento econômico dos países e pelas consequências da pandemia da Covid-19. O debate foi mediado pelo sanitarista José Carvalho de Noronha, coordenador adjunto da Iniciativa Saúde Amanhã, e está disponível ao público no canal VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube. A iniciativa é vinculada à Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 e tem como objetivo desenhar cenários para o setor da saúde nos próximos 20 anos.

A Iniciativa Brasil Saúde Amanhã, da Fundação Oswaldo Cruz, vinculada à Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, que tem por missão desenvolver estudos prospectivos sobre o sistema de saúde brasileiro, dá continuidade no dia 19 de setembro aos seminários “Diálogos Saúde Amanhã”, com o debate “Estado, Mercado e Saúde: Equidade e Justiça Redistributiva”.

A pandemia de Covid-19 tornou mais cristalinos do que nunca, especialmente nos países do Sul Global, os efeitos deletérios de décadas de privatização e de mercantilização na capacidade de resposta dos sistemas de saúde, na produção e reprodução de iniquidades e na exclusão do acesso a serviços de saúde. Se no passado diversas reformas neoliberais indicavam que a ampliação do papel do setor privado nos sistemas públicos de saúde era o caminho para maior eficiência, redução de custos e liberdade de escolha, hoje estas premissas são cada vez mais questionáveis. Mas isso não quer dizer que haja uma contramarcha em curso, ou que propostas alternativas tenham emergido com força suficiente para contrapor estes processos.

O debate sobre a desigualdade social e econômica, vista sob diversos aspectos e abordada pelo pensamento crítico ao neoliberalismo, abriu no dia 5 deste mês a série de seminários “Diálogos Brasil Amanhã”, promovida pela Iniciativa Brasil Saúde Amanhã, da Fundação Oswaldo Cruz, que vem reunindo todas as segundas-feiras de setembro pesquisadores de diversas instituições para

O segundo suplemento do volume 38 do Cadernos de Saúde Pública, publicação da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz, aborda um dos temas mais urgentes da pauta sobre saúde coletiva – a financeirização do setor saúde no Brasil. A pesquisa coordenada pelos sanitaristas Ligia Bahia, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, e Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina da USP, traz dados do período entre 2008 e 2016.

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