“É preciso adequar o padrão científico, tecnológico e de inovação do país ao modelo de sociedade que desejamos construir”. A avaliação é do economista Carlos Gadelha, coordenador das Ações de Prospecção da Fiocruz, onde lidera Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento, Complexo Econômico e Industrial da Saúde e Inovação em Saúde. Nesta entrevista, o pesquisador apresenta as reflexões do livro “Brasil Saúde Amanhã – Complexo Econômico-Industrial da Saúde”, que traz saberes e olhares de dez autores sobre o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. Organizada por Carlos Gadelha, Paulo Gadelha, José Carvalho de Noronha e Telma Ruth Pereira, a publicação será lançada em breve pela editora Fiocruz. Em síntese, Carlos Gadelha adianta: “Devemos inverter a lógica: em vez de questionar se o Estado de bem-estar cabe no PIB, é preciso entendê-lo como alavanca para um projeto de desenvolvimento dinâmico, equitativo, inovador e inclusivo”.

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A inovação em saúde não é neutra

segunda-feira, 06, fevereiro , 2017 por

“Garantir o acesso universal da população ao sistema de saúde e às novas tecnologias disponíveis não será possível sem democratizar os processos inerentes à dinâmica de inovação na Saúde”. A afirmação é da especialista Lais Costa, que integra o Grupo de Pesquisa em Inovação em Saúde da Fiocruz e investiga os cenários futuros para a democratização do acesso à saúde por meio da inovação. O tema recebeu atenção especial do periódico Cadernos de Saúde Pública, com o lançamento, em dezembro de 2016, do suplemento “Saúde, desenvolvimento e inovação no Brasil”. Nesta entrevista, Lais explica como os processos de desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias estão alinhados ao projeto de desenvolvimento nacional, que pode ser orientado por interesses neoliberais ou pelas demandas sociais. “A tendência, no cenário atual, é a intensificação da exclusão. Em outras palavras, mantendo-se a falta de prioridade para o setor Saúde, a escassez de investimentos, o aumento da demanda e a adoção de trajetórias de inovação que favorecem a exclusão social, não há como ser otimista”, declara.

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No horizonte, a produção nacional de medicamentos

segunda-feira, 26, setembro , 2016 por

“Os estudos prospectivos de futuro são fundamentais para que possamos perceber as lacunas que representam oportunidades e necessidades de investimento na produção de medicamentos”. A afirmação é da sanitarista Vera Lúcia Pepe, pesquisadora da Ensp/Fiocruz. Nesta entrevista, ela ressalta a importância da abordagem de longo prazo na definição de prioridades para o setor produtivo nacional. “Uma vez identificada a lista de produtos prioritários para o SUS, o passo seguinte é definir como essas carências serão superadas. E isso pode ocorrer por meio de PDPs, do desenvolvimento de outras apresentações farmacêuticas para fórmulas que já são produzidas, mas não alcançam a totalidade da população, ou ainda pela produção de genéricos, caso as patentes estejam em vias de expirar”, defende.

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“É preciso difundir a cultura de compartilhamento e a geração coletiva de conhecimentos e tecnologias na comunidade científica brasileira. E isso requer planejamento de longo prazo e muito investimento”. A recomendação é do sociólogo Mariano Francisco Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que participou do seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, realizado pela rede Brasil Saúde Amanhã no dia 27 de julho, na Fiocruz. Nesta entrevista, ele aponta as contribuições dos estudos prospectivos de futuro para o planejamento estratégico de políticas públicas de longo prazo e aponta as tendências para o futuro da Ciência, Tecnologia e Inovação no país.

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Novos rumos para a inovação em Saúde

segunda-feira, 25, abril , 2016 por

É preciso reverter a atual conjuntura do país, na qual mais de 80% das tecnologias disponíveis são importadas. A recomendação é dos pesquisadores Guilherme Rabello e Francismar Vidal, gerentes, respectivamente, das áreas Comercial e Inteligência de Mercado e Planejamento da Inova Incor – Instituto do Coração de São Paulo. Nesta entrevista, os especialistas defendem as parcerias público-privadas como alternativa para viabilizar a geração interna de conhecimento aplicado.

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