As projeções para as políticas sociais brasileiras nas próximas décadas – tema do Texto para Discussão 14, de Ana Luiza d´Ávila Viana e Hudson Pacifico da Silva – apontam três cenários para o Brasil no horizonte dos próximos 20 anos: o social-desenvolvimentista, o social-liberal e uma combinação de ambos. O mais pessimista, em que o Estado tem papel residual e as forças de mercado têm maior participação no desenvolvimento, prevê o desmantelamento do SUS. Nesta entrevista, a pesquisadora Luciana Dias de Lima, do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Ensp/Fiocruz, comenta os futuros possíveis para o Brasil e o SUS, a partir do investimento ou não em políticas sociais. “O contexto de instabilidade política traz ameaças para a democracia, faz com que o cenário social-liberal ganhe força nas projeções de futuro e compromete as políticas sociais. Se este cenário vigorar, os riscos de retrocesso no setor Saúde serão imensos”, alerta.

Saúde no centro da agenda de desenvolvimento

segunda-feira, 08, agosto , 2016 por

“É por meio da Saúde, de sua definição como direito, que a população se realiza enquanto nação, que se projeta no futuro, no trabalho, na sua capacidade de se realizar nas dimensões pessoais e profissionais. O setor está no centro da agenda de desenvolvimento”, afirma José Celso Pereira Cardoso Júnior, técnico em planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O economista, que participou do seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, ressalta nesta entrevista o decisivo papel do Estado no desenvolvimento do país: “a única forma de o Brasil superar suas dificuldades e organizar um processo de desenvolvimento é ter o Estado no centro do processo”.

Por um SUS forte, inovador e para todos

segunda-feira, 13, junho , 2016 por

“Temos a pretensão de construir um sistema de saúde público e universal com um padrão de financiamento que tem privilegiado a mercantilização do acesso à saúde”. O alerta é do economista Hudson Pacífico, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Saúde Pública da Universidade de Montreal, no Canadá, em entrevista. Como colaborador da iniciativa Brasil Saúde Amanhã, Hudson assina, junto aos pesquisadores Ana Luiza Viana e Alcides Miranda, o Texto para Discussão “Segmentos institucionais de gestão em Saúde: descrição, tendências e cenários prospectivos”.

No horizonte, a luta

segunda-feira, 09, maio , 2016 por

“Em relação ao futuro, é possível apenas se prever lutas”. A partir da afirmação do filósofo Antonio Gramsci, o sanitarista Jairnilson Paim, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e colaborador da rede Brasil Saúde Amanhã, aponta as tendências e os cenários de longo prazo para o sistema de saúde brasileiro. Nesta entrevista, ele discute a concorrência de três projetos ideológicos para a Saúde: o mercantilista, o racionalizador e o democrático.

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