Garantia à saúde requer gastos públicos

segunda-feira, 16, janeiro , 2017 por

“Para que o Brasil volte a crescer, é inevitável expandir os gastos públicos, por meio de uma política contracíclica”. A recomendação é do pesquisador Carlos Pinkusfeld Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em dezembro, o economista participou do seminário “Desenvolvimento, Espaço Fiscal e Financiamento Setorial”, organizado pela rede Brasil Saúde Amanhã, em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE). Nesta entrevista, Bastos explica porque o cenário atual – de restrição externa, reduzido crescimento dos gastos públicos e do PIB, deteriorização dos indicadores sociais e ausência de política industrial – impõe, para as próximas décadas, perspectivas de crescimento que não são otimistas. “As sociedades que prosperaram aumentaram seus gastos em bens e serviços públicos. Não há saída para o Brasil, hoje, que não seja pelo gasto público”, defende.

“O apego cego à responsabilidade fiscal é, na verdade, uma enorme irresponsabilidade econômica”. A afirmação é do pesquisador Daniel Negreiros Conceição, coordenador do curso de Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social da UFRJ. Em entrevista, o especialista afirma que vê cada vez mais distante o cenário em que o mérito econômico prevaleça sobre o impacto fiscal nas decisões dos governos sobre gastos públicos e arrecadação.

Após décadas de avanços em relação às políticas de acesso a medicamentos no Brasil, o futuro da Assistência Farmacêutica encontra-se ameaçado pelos preços exorbitantes atualmente praticados pelo mercado. O alerta é da chefe do Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Centro Colaborador da OPAS/OMS em Políticas Farmacêuticas, Maria Auxiliadora Oliveira, da equipe de coordenação da pesquisa “Reflexos das Políticas Industriais e Tecnológicas de Saúde Brasileiras na Produção Local e no Fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS)”. Nesta entrevista, a pesquisadora discute as tendências para o setor no horizonte dos próximos 20 anos.

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