“As mudanças climáticas estão estreitamente conectadas às desigualdades sociais e por isso é preciso fortalecer os mecanismos de proteção das populações mais vulneráveis, como os sistemas universais de saúde”. A recomendação é do geógrafo Christovam Barcellos, pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde (LIS) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde

“Se há um tema sobre o qual é urgente se pensar na área de saúde, esse tema é o das tecnologias digitais e seus impactos sobre as formas de produzir saúde”. A afirmação é do antropólogo Leonardo Castro, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador do projeto de pesquisa “Implicações

“A equidade é o mote da Agenda 2030. O lema Ninguém deixado para trás é uma tradução clara do que é a equidade. Não basta pensar em políticas gerais, em indicadores de médias; é preciso pensar naqueles que de fato estão em condições mais vulneráveis”. A afirmação é do sanitarista Paulo Gadelha, coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 e ex-presidente da Fundação. Em setembro, o coordenador da iniciativa Brasil Saúde Amanhã abriu o seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” e participou intensamente do evento, que discutiu a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e lançou olhares para o futuro do Brasil e do sistema de saúde. Ele moderou o painel “Perspectivas e Desafios da Agenda 2030”, com os também ex-presidentes da Fiocruz, Paulo Buss e Carlos Morel, e o pesquisador Josué Laguardia, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Nesta entrevista, Gadelha apresenta a Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 e discute os desafios atuais e futuros para a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “A Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 é um dos eixos centrais para as atividades de prospecção de futuro da Fiocruz, a exemplo da iniciativa Brasil Saúde Amanhã, que com seu horizonte móvel de 20 anos nos coloca além de 2030”, afirma.

O papel do setor Saúde no desenvolvimento do país e os desafios colocados para o Brasil pela Agenda 2030 das Nações Unidas estão em pauta na Fiocruz, dias 11 e 12 de setembro, durante o seminário “Saúde Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã. Nesta entrevista, o economista Carlos Gadelha, coordenador das Ações de Prospecção da Fiocruz, analisa o contexto global e nacional e afirma: “O Sistema Único de Saúde (SUS) e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS) são as pré-condições – ou as únicas oportunidades – para que o Brasil atinja os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Eles não são problemas para o país. São parte indispensável da solução. Sem o SUS, não há desenvolvimento sustentável”. Nesta segunda-feira, o pesquisador do Grupo de Inovação em Saúde da Fiocruz participa do primeiro painel de debates, “Desenvolvimento e Sustentabilidade”. Acompanhe o seminário “Saúde Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” em Saúde Amanhã.

Ciência de Dados e a prospecção de futuro

segunda-feira, 28, novembro , 2016 por

Big data, machine learning, deep learning, wearables. O desenvolvimento tecnológico traz, para o dia a dia de pessoas e instituições, novidades capazes de alterar profundamente rotinas e processos. No setor Saúde não é diferente. O Icict/Fiocruz inova nesta direção ao lançar a plataforma Ciência de Dados Aplicada à Saúde. Nesta entrevista, o idealizador da inciativa, o pesquisador Marcel Pedroso, do Laboratório de Informação em Saúde do Icict, comenta as suas contribuições para os estudos de prospecção estratégica do futuro. “Implementamos o conceito de Plataforma como Serviço (PaaS — Platform as a Service), ou seja, nossa plataforma oferece um serviço de Ciência de Dados, área do conhecimento construída a partir da convergência de três grandes expertises: a estatística e matemática; a ciência da computação; e o domínio científico do objeto em estudo – neste caso, a Saúde”, explica Marcel.

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