Ciência brasileira, últimos suspiros?

segunda-feira, 17, abril , 2017 por

Há 30 anos, uma semente de soja plantada no solo do Mato Grosso, se germinasse, não floresceria. Neste ano, o Estado produzirá 30 milhões de toneladas da oleaginosa. Na década de 1940, a produtividade média do plantio de soja no Brasil era de 700 kg por hectare; hoje, é de 3.000 kg/h, e há produtores que já conseguem extrair 8.000 kg/h. Milagre? Não, ciência e tecnologia. Pesquisadores da Embrapa e de nossas universidades conseguiram fazer a soja, originária de regiões de clima temperado, produzir em abundância em regiões de baixas latitudes e clima quente. O Brasil é vice­-líder na produção, com 108 milhões de toneladas.

Fiocruz e UFRJ ampliam cooperação técnica

segunda-feira, 10, abril , 2017 por

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciaram nesta quarta-feira (5/4/2017) um vasto plano para institucionalizar e incrementar a sua cooperação técnica, aprimorando ações que fazem parte da história de colaboração entre as duas instituições. Com objetivo de criar ações em conjunto e aprimorar as diversas já existentes, grupos de trabalho atuarão em eixos temáticos dedicados a pensar e intervir em questões que vão do patrimônio histórico do Rio de Janeiro ao desenvolvimento de novas vacinas e pesquisas de ponta na área da saúde. A cooperação prevê a articulação entre a rede hospitalar da Fiocruz e o complexo de nove hospitais da UFRJ, bem como a integração em todos os níveis de ensino, incluindo graduação e pós-graduação, e o desenvolvimento de projetos de educação básica ampliados para a região da Maré e Manguinhos.

Desafios urgentes para a Ciência brasileira

segunda-feira, 03, abril , 2017 por

Das falhas estruturais no campo da educação às dificuldades de financiamento trazidas pelo atual momento político e econômico, os desafios urgentes para a ciência brasileira foram debatidos no III Simpósio de Pesquisa e Inovação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), realizado de 27 a 29 de março na sede da Fundação, em Manguinhos. Na cerimônia de abertura, o diretor do IOC, Wilson Savino, destacou a necessidade de reflexão sobre as questões que impactam nas atividades de pesquisa, para além dos desafios encontrados cotidianamente pelos pesquisadores nos trabalhos de campo e nas bancadas dos laboratórios. “Discutir questões que se colocam no nosso Instituto, como a interface da pesquisa com os serviços de referência e as coleções biológicas, e temas que afetam a atividade científica de forma geral, como os desafios para o financiamento e a importância da cooperação, é fundamental”, afirmou Savino. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Krieger, ressaltou a importância do debate para transformar os avanços científicos em inovação. “Os laboratório da Fiocruz sempre tiveram o compromisso com a produção do conhecimento científico em benefício da saúde pública. Precisamos dialogar para estabelecer uma política de inovação e superar as barreiras que ainda impedem que algumas descobertas sejam transformadas em produtos”, disse Krieger.

“A seguridade social é superavitária”

segunda-feira, 20, março , 2017 por

O chamado “rombo da Previdência”, justificativa do governo federal para lançar a Proposta de Emenda Constitucional 287 (PEC) não passa de “fetiche” na opinião da socióloga Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna, que participou do seminário sobre a Reforma da Previdência Social realizado pelo Sindicato dos Bancários, em Campinas, há um mês. Para a professora associada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a seguridade social no Brasil “foi progressivamente desmontada desde 1990. É nesse desmonte que se encontra o fetiche do ‘rombo da previdência’”. Segundo a professora Maria Lúcia, a seguridade social é superavitária. Em 2015, apresentou saldo positivo de R$ 24 bilhões. Mas o governo federal fala em deficit. Inclusive anunciou recentemente que em 2016 o deficit atingiu R$ 149,7 bilhões. Entre outras omissões, esclarece Maria Lúcia, o governo federal “só computa os valores de contribuições de empregados e empregadores”.

A América Latina e o Caribe é a única região do mundo onde, há quatro décadas e de maneira ininterrupta, os países se reúnem para debater e se comprometerem politicamente a erradicar a discriminação e a desigualdade de gênero, e também avançar para a garantia do pleno exercício da autonomia e dos direitos humanos das mulheres.

A crise econômica poderá levar até 3,6 milhões de brasileiros para abaixo da linha de pobreza até o fim do ano. A estimativa é do Banco Mundial, que divulgou estudo referente ao impacto da recessão sobre o nível de renda do brasileiro. A projeção considera que a economia encolherá 1% no segundo semestre de 2016 e no primeiro semestre deste ano (ano-fiscal 2016/2017). Num cenário mais otimista, que prevê crescimento de 0,5% da economia nesse período, o total de pobres subiria em 2,5 milhões, segundo o Banco Mundial.

Diretrizes para o Desenvolvimento Sustentável

segunda-feira, 06, fevereiro , 2017 por

A ONU e 19 instituições financeiras e investidores do mundo todo, totalizando 6,6 trilhões de dólares em ativos, lançaram na terça-feira (31/01) um conjunto de diretrizes globais que visa a canalizar investimentos para o desenvolvimento sustentável. Os Princípios para o Financiamento de Impacto Positivo fornece a instituições financeiras e investidores um conjunto de diretrizes globais que poderão ser adotadas por diferentes setores, incluindo crédito para varejo e atacado, empréstimos corporativos e administração de recursos.

A Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, reuniu-se dia 24 de janeiro com uma delegação britânica, composta pelo encarregado de negócios do Reino Unido, Wasim Mir, e pela diretora da rede de Ciência e Inovação do Reino Unido, Julia Knights. Na primeira visita oficial desde sua posse, a presidente tratou de acordos de cooperação já existentes entre a Fundação e o Reino Unido, assim como de possíveis novas colaborações entre a instituição e o país europeu.

Brasil gasta menos que outros países com P&D

segunda-feira, 23, janeiro , 2017 por

Em 2015, o governo federal gastou R$ 37,1 bilhões com ciência e tecnologia (C&T). Isso significa 0,63% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado está no artigo Dispêndios do Governo Federal em C&T e P&D: esforços e perspectivas recentes, que faz parte da 48ª edição do Boletim Radar, publicado pelo Ipea. Os autores, Priscila Koeller,

Desigualdades em saúde no Brasil

segunda-feira, 28, novembro , 2016 por

O International Journal of Equity in Health publicou, neste mês de novembro, uma coletânea de 14 artigos que traça um panorama das desigualdades em saúde no Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. A edição contém também três comentários com acesso aberto que abordam temas relacionados ao acesso e utilização de serviços de saúde, doenças crônicas, saúde materna, saúde mental e violência. Segundo a publicação, foram usados dados de mais de 60 mil pessoas e selecionados trabalhos que tocam temas-chave das desigualdades no Brasil e exploram as diferentes maneiras pelas quais as condições sociais refletem aspectos das desigualdades na saúde.

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