Organização do Sistema - Saúde Amanhã - Page 13

O Programa Mais Médicos, que levou mais de 14 mil profissionais para cerca de 3,7 mil municípios, ajudou o país a reduzir o número de encaminhamentos a hospitais em pelo menos 20%. É o que aponta dados inéditos da Pesquisa Nacional de Saúde. A pesquisa mostra que quanto maior a cobertura no atendimento oferecido pela Atenção Básica, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF) menor é a proporção de internações diabéticos e hipertensos.

A Unidade de Saúde Thomaz Thomazzi, em Vitória, capital do Espírito Santo, teve sua equipe complementada por médicos brasileiros e estrangeiros do Programa Mais Médicos durante o último ano. Dentre eles, inclui-se a médica cubana Noraima Pérez del Llano, que considera a iniciativa primordial para o país, pelo menos até que o Brasil seja capaz de formar mais profissionais da área. Saiba mais.

Diferentes sistemas de saúde e diferentes maneiras de integração entre os setores público e privado, mas uma intenção comum de lutar pela qualidade da prestação de serviços, seja ela pública ou privada. Esta é a realidade dos países da América do Sul que participaram da Oficina “Fortalecer o Estado, regular o Mercado: os desafios dos sistemas nacionais de saúde da UNASUL”, promovida pelo ISAGS. Saiba mais sobre as discussões da oficina.

Mudanças políticas e econômicas impactaram fortemente a capacidade de financiamento do sistema público de saúde brasileiro e a ampliação da oferta de ações e serviços públicos, impulsionando o alto grau de mercantilização e privatização existente hoje. Confira a entrevista com Eduardo Fagnani, economista doutor em políticas sociais pela Universidade de Campinas (Unicamp), sobre os desafios a serem enfrentados nos próximos anos e décadas para garantir o pleno direito à saúde no Brasil.

“Para um médico clínico, o importante é o paciente à sua frente. Para o diretor do hospital , o importante é a qualidade dos serviços e também a lista de espera que se acumula. Para o gerente, o pesadelo é como ajustar o orçamento à demanda saturada por serviços. Ninguém parece se importar com as necessidades não atendidas”. A análise é do chefe do departamento de Planejamento e Economia da Saúde da Escola Nacional de Saúde da Espanha (Instituto de Salud Carlos III), José Ramón Repullo Labrador. Confora a entrevista completa.

Para o economista Marcio Pochmann, transformações demográficas, como o envelhecimento e aumento da expectativa de vida população, impõem novos desafios à prestação de serviços públicos de saúde aos brasileiros. Como resposta, ele aponta a necessidade de aprofundamento da integração entre as três esferas de governo – União, estados e municípios – no âmbito do Sistema Único de Saúde, bem como a articulação com políticas industriais, de trabalho, transporte e educação.

Entrevista com Luis Eugênio Portela, presidente da Abrasco e professor do Instituto de Saúde Coletiva (UFBA) sobre os entraves para o avanço do sistema público de saúde brasileiro nos próximos anos e décadas. Ele aborda temas como o do subfinanciamento e fala da importância do esforço para retomar o conceito ampliado de saúde, como proposto em 1986, na 8ª Conferência Nacional de Saúde realizada.

Regionalização é o caminho

segunda-feira, 13, outubro , 2014 por

Em 1992, o tema da 9ª Conferência Nacional de Saúde indicava: municipalização é o caminho. Em 2014, sanitaristas reveem criticamente o processo de descentralização da saúde no Brasil e reinventam esse slogan. Agora, “regionalização é o caminho”. A frase foi dita pelo presidente da Abrasco, Luis Eugenio Portela, em seminário na Fiocruz, em agosto. Segundo ele, “a regionalização é o caminho porque pode permitir superar a fragmentação municipalista do sistema de saúde”. Confira a opinião de outros especialistas.

Saúde pede outra fórmula

sexta-feira, 10, outubro , 2014 por

O mesmo sistema que garante distribuição gratuita de medicamentos de alto custo tem fila de espera para fazer exames de diagnóstico. Tem um programa nacional de vacinação reconhecido mundialmente, mas não consegue garantir pré-natal de qualidade. Confira a opinião de diversos especialistas e gestores sobre a necessidade de reestruturação do Sistema Único de Saúde.

Em artigo publicado pelo portal da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a coordenadora de Políticas de Saúde da entidade, Xenia Scheil-Adlung, faz um panorama sobre o desafio da escassez global de trabalhadores na área da saúde: o déficit chega a 10,3 milhões de trabalhadores em todo o mundo. O Relatório de Proteção Social Mundial da OIT preconiza que um país deve ter, em média, 41,1 trabalhadores de saúde por 10.000 pessoas para que possa prestar cuidados de saúde essenciais a toda a sua população.

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