Políticas públicas para as metrópoles

segunda-feira, 24, outubro , 2016 por

No Brasil, há cerca de 70 regiões metropolitanas, nas cinco regiões do país. Os dados divulgados no último Censo do IBGE, em 2010, revelaram o forte crescimento dessas áreas e também uma ampla demanda por serviços públicos e políticas sociais. Somente as regiões metropolitanas de São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, por exemplo, concentram mais de 44 milhões de habitantes, quase um quarto da população do país.

O índice de obesidade está estável no país, mas o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. Pesquisa do Ministério da Saúde, Vigitel 2014, alerta que o excesso de peso já atinge 52,5% da população adulta do país. Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.






Planejamento urbano tem relação direta com a saúde da população. A implantação em São Paulo de um modelo de cidade compacta – onde as distâncias entre os locais de moradia, trabalho, comércio e serviços fossem mais curtas e as áreas urbanas tivessem maior densidade populacional e uso mais diversificado – poderia resultar em um aumento de 24,1% na atividade física pelos paulistanos relacionada ao transporte, como caminhada e ciclismo. As estimativas são de um estudo internacional realizado com a participação da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados foram publicados em uma série especial da revista The Lancet sobre planejamento urbano, transporte e saúde, lançada durante a Assembleia Geral da ONU, no final de setembro em Nova York, Estados Unidos.






Novas análises realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que atitudes negativas ou discriminatórias contra idosos são generalizadas. Elas também afetam negativamente a saúde física e mental dessa população. Sessenta por cento dos entrevistados na pesquisa “World Values Survey”, analisada pela OMS, relataram que pessoas idosas não são respeitadas. Mais de 83 mil pessoas em 57 países fizeram parte da pesquisa que avaliou atitudes de pessoas de todas as faixas etárias em relação aos idosos. Os mais baixos níveis de respeito foram relatados em países de alta renda.






Pesquisadores de instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior, entre estas a Fiocruz, assinam manifesto contra a revogação do Estatuto do Desarmamento. O documento tem como objetivo informar a sociedade sobre a efetividade do Estatuto do Desarmamento como instrumento para salvar vidas. Os especialistas ressaltam que as pesquisas mostram que mais armas em circulação não reduzem a criminalidade, mas, pelo contrário, fazem aumentar o número de homicídios, suicídios e acidentes fatais. O manifesto foi divulgado durante o 10º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em Brasília, dia 21 de setembro.






Fronteiras tecnológicas não são neutras

segunda-feira, 22, agosto , 2016 por

“O Estado é a instância mais importante na determinação das fronteiras tecnológicas”, defende Marina Honorio de Souza Szapiro, professora do Instituto de Economia da UFRJ. Uma das autoras do estudo “Fronteiras Tecnológicas Subordinadas a Estratégias Nacionais de Desenvolvimento: as Experiências dos Estados Unidos da América, da China, do Japão e da Alemanha”, produzido pela RedeSist, do Instituto de Economia da UFRJ, com apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Marina palestrou sobre o tema no seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, no dia 27 de julho, na Fiocruz. Nesta entrevista, ela desfaz o senso comum sobre a neutralidade do progresso tecnológico: “Não há como copiar política tecnológica”, destaca.






Em uma das grandes tragédias da nossa era, tradições, histórias, culturas e conhecimentos indígenas estão desfalecendo em todo o mundo. Línguas inteiras e mitologias estão desaparecendo e, em alguns casos, até mesmo grupos indígenas inteiros estão em processo de extinção. Isto é o que chama a atenção para uma tribo na Amazônia – o povo Matsés do Brasil e do Peru –, que criou uma enciclopédia de 500 páginas para que sua medicina tradicional seja ainda mais notável.






Um novo documento do Banco Mundial mostra que, no Brasil, a lacuna entre despesas e receitas públicas precisará ser fechada em algum momento, sob risco de as dívidas saírem de controle, impactando a economia e os serviços à população. As despesas primárias do governo geral correspondem a 37% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as receitas primárias somam 36% do PIB. O pagamento de juros, não contabilizado nas despesas primárias, correspondeu a 12,5% do PIB em 2015.






O Centro de Referência Professor Hélio Fraga da Escola Nacional de Saúde Pública (CRPHF/Ensp/Fiocruz) promoveu uma sessão científica com o intuito de discutir a relação entre os determinantes sociais da saúde e a tuberculose. A atividade teve a participação do pesquisador colaborador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp/Ensp) e membro do Laboratório de Monitoramento Epidemiológico de Grandes Empreendimentos da escola (LabMep), Alexandre San Pedro Siqueira, que apresentou um estudo sobre a tuberculose como marcadora de iniquidade social em saúde.






Vulnerabilidade para além da caridade

segunda-feira, 27, junho , 2016 por

As questões ligadas à saúde da população em situação de rua são muito mais complexas do que é possível ver nas praças e calçadas dos centros urbanos. Para começar, estas pessoas vivem em condição de vulnerabilidade, reforçada pela desigualdade de acesso aos direitos fundamentais e pelo estigma que acompanha sua condição — o que as afasta das condutas saudáveis e também dificulta seu acesso aos bens, programas e serviços de saúde. “O reconhecimento dessas pessoas como cidadãos de direitos é recente e ainda não é acolhido na sociedade”, adverte o texto da cartilha Saúde da População em Situação de Rua: um direito humano, lançada em 2015 pelo Ministério da Saúde.






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