Saúde e Ambiente

Mudanças climáticas, desmatamento, perda de biodiversidade, desertificação, poluição das águas e do ar. Já em curso, drásticas transformações ambientais se intensificarão no horizonte dos próximos 20 anos e ameaçarão a saúde e a qualidade de vida das populações. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2030 a população mundial demandará 50% mais energia, 40% mais água e 35% mais alimento. Este cenário implicará uma pressão ainda maior sobre o ambiente, com impactos diretos nas condições de vida e saúde.

A tendência é global, mas seus efeitos serão diferentes em países e regiões mais ou menos vulneráveis. A distribuição desigual dos riscos e cargas ambientais decorrentes do processo de desenvolvimento de uma sociedade – reconhecida pelo conceito de injustiça ambiental - gera iniquidades e traz desafios de longo prazo para o setor Saúde.

A premissa é evidente em eventos como enchentes e inundações. Dados globais e brasileiros apontam que os desastres apresentam um padrão e afetam, de forma recorrente, populações mais pobres, em locais onde é comum a ausência ou descontinuidade de serviços públicos para recuperação da saúde e reconstrução da vida. Trata-se de uma sobreposição de riscos, que só poderá ser enfrentada pelo viés da distribuição de recursos.

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