Obesidade: metas para 2019

segunda-feira, 20, março , 2017 por

O Brasil assumiu, em evento internacional realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em Brasília, o compromisso de atingir metas para frear o crescimento do excesso de peso. O Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, que contou com a presença de diversos países das Américas e organismos internacionais, foi feita no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025).

O país deu a homens e mulheres o mesmo nível de acesso à educação, melhorou a saúde materna e reduziu os índices de gravidez na adolescência, mas paradoxalmente nem todas as brasileiras se beneficiaram desses avanços. Um novo relatório do Banco Mundial, Retrato do Gênero no Brasil Hoje, mostra as desvantagens que as afrodescendentes e indígenas ainda sofrem, em especial nas regiões mais pobres do país.






Até 2025, 178 milhões de africanos passarão a morar em cidades. O aumento da população urbana — atualmente estimada em 478 milhões — virá acompanhado de uma expansão da extensão de terras ocupadas por municípios e metrópoles. A área total que será acrescida à malha urbana do continente equivale ao território da Nigéria.






Com o tema “O impacto da aprendizagem e da educação de adultos na saúde e no bem-estar, no emprego e no mercado de trabalho, e na vida social, cívica e comunitária”, o 3º Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos (Grale III, na sigla em inglês) para América Latina e Caribe é apresentado na manhã desta quarta-feira, 15, no auditório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).






A evidência científica é robusta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos. Um estudo sobre 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da OMS, que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações.






O pesquisador Carlos Saldanha, do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Licts)/Icict, juntamente com o pesquisador da UniRio – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rodrigo Vilani, lançou em dezembro/2016, o livro “Temas e problemas da vida em sociedade no Brasil”, que aborda o papel das ciências na direção da governança ambiental democrática e participativa, analisando grandes problemas nacionais ligados ao meio ambiente, em busca da sustentatibilidade como um modelo de justiça social.






As políticas para controlar o uso do tabaco, entre elas impostos sobre esses produtos e aumento de preços, podem gerar receitas governamentais significativas para o trabalho em saúde e desenvolvimento, segundo novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do National Cancer Institute of the United States of America. Essas medidas podem também reduzir bastante o uso do tabaco e proteger a saúde das pessoas contra os principais assassinos do mundo, como os cânceres e as doenças cardíacas.






O novo mapa da desigualdade brasileira

segunda-feira, 26, dezembro , 2016 por

O Brasil tem um dos mais injustos sistemas tributários do mundo e uma das mais altas desigualdades socioeconômicas entre todos os países. Além disso, os mais ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, criando uma das maiores concentrações de renda e patrimônio do planeta. Essa relação direta entre tributação injusta e desigualdade e concentração de renda e patrimônio é investigada no estudo “Perfil da Desigualdade e da Injustiça Tributária”, produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos com apoio da Oxfam Brasil, Christian Aid e Pão Para o Mundo.






As diferenças socioeconômicas que ocorrem entre as diferentes regiões brasileiras impactam diretamente a saúde dos brasileiros. Um indicador que mostra isso claramente é a expectativa de vida saudável. Por meio de dados da Pesquisa Nacional de Saúde, pesquisadores da Fiocruz analisaram a diferença entre a expectativa de vida saudável entre os brasileiros a partir das desigualdades regionais. Para homens e mulheres de 20 anos de idade, o número esperado de anos de vida com boa saúde entre os residentes das regiões Sul e Sudeste supera em 6 anos o número esperado para os residentes das regiões Norte e Nordeste.






Doenças crônicas não transmissíveis, acidentes de trânsito, violências, desigualdades socioeconômicas e iniquidades no acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esses são os principais desafios para o setor Saúde no horizonte dos próximos 20 anos, de acordo com os resultados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2013 pela Fiocruz e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados, publicados em novembro em um suplemento especial do International Journal for Equity in Health, foram apresentados na última quarta-feira, 07 de dezembro, no Centro de Estudos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).






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