Doenças crônicas não transmissíveis, acidentes de trânsito, violências, desigualdades socioeconômicas e iniquidades no acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esses são os principais desafios para o setor Saúde no horizonte dos próximos 20 anos, de acordo com os resultados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2013 pela Fiocruz e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados, publicados em novembro em um suplemento especial do International Journal for Equity in Health, foram apresentados na última quarta-feira, 07 de dezembro, no Centro de Estudos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Democracia: qual futuro?

segunda-feira, 12, dezembro , 2016 por

“A democracia representativa deve se tornar o sistema político com o falecimento mais prematuro já registrado entre as formas de organização e cooperação humana ao longo dos milênios”, disparou o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos durante o debate “Democracia: qual futuro?”, realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz como parte da série Futuros do Brasil. Na conferência, transmitida on-line na quarta-feira, dia 7 de dezembro, o pesquisador titular do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ contextualizou historicamente a construção da democracia e analisou o atual momento vivido no Brasil e no mundo, qualificando-o como “ameaçador e imprevisível”. O evento também foi oportunidade para discutir os cenários futuros para o Brasil e o SUS.






Compromisso com a Agenda 2030

segunda-feira, 28, novembro , 2016 por

Líderes governamentais e organizações das Nações Unidas, governantes de cidades e especialistas em saúde de todo o mundo firmaram dois compromissos marcantes para promover a saúde pública e erradicar a pobreza. A Declaração de Xangai sobre Promoção da Saúde representa o comprometimento com escolhas políticas audaciosas para saúde, enfatizando as ligações entre saúde, bem-estar e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e seus Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Já o Consenso dos Prefeitos de Cidades Saudáveis de Xangai contém o compromisso de mais de 100 prefeitos para avançar em relação à saúde por meio da melhor gestão dos ambientes urbanos.






Após dois dias de troca de experiências em políticas públicas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, à erradicação da pobreza e à redução das desigualdades, representantes da América Latina e do Caribe, reunidos no VIII Fórum Ministerial para o Desenvolvimento, assinaram a “Declaração de Santo Domingo”, um compromisso para buscar os meios mais eficientes e sustentáveis de promover o avanço da Agenda 2030 de forma integrada e de acordo com as prioridades de cada país. Os ministros, vice-ministros e altos funcionários de governos da região destacaram a necessidade de encontrar medidas para o bem-estar e o progresso multidimensional, as quais complementem as formas tradicionais de mensurar a pobreza para além da renda, com foco no fortalecimento e ampliação dos sistemas de proteção social que reduzem as desigualdades e a exclusão.






Em busca da igualdade de gênero até 2030

segunda-feira, 07, novembro , 2016 por

Delegados de 38 Estados-membros e associados da Cepal aprovaram, no encerramento da XIII Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, a Estratégia de Montevidéu para alcançar a igualdade de gênero na região, até 2030. O documento prevê 10 eixos para a implementação da agenda: igualdade e Estado de direito; institucionalidade: políticas multidimensionais e integrais de igualdade de gênero; participação popular e cidadã: democratização da política e da sociedade; construção e fortalecimento das capacidades estatais: gestão pública baseada na igualdade e a não discriminação; e financiamento: mobilização de recursos suficientes e sustentáveis para a igualdade de gênero.






Álcool, Saúde e Sociedade

segunda-feira, 31, outubro , 2016 por

Reunindo especialistas nacionais e internacionais, gestores públicos e representantes de organizações internacionais, o Seminário Internacional Álcool, Saúde e Sociedade, sediado na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e no Museu da Vida, da Fiocruz, abordou de modo científico e totalmente baseado em evidências aspectos epidemiológicos, históricos e culturais do consumo de álcool, assim como as políticas públicas para controlar o abuso da bebida no Brasil e na América Latina.






Políticas públicas para as metrópoles

segunda-feira, 24, outubro , 2016 por

No Brasil, há cerca de 70 regiões metropolitanas, nas cinco regiões do país. Os dados divulgados no último Censo do IBGE, em 2010, revelaram o forte crescimento dessas áreas e também uma ampla demanda por serviços públicos e políticas sociais. Somente as regiões metropolitanas de São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, por exemplo, concentram mais de 44 milhões de habitantes, quase um quarto da população do país.






O índice de obesidade está estável no país, mas o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. Pesquisa do Ministério da Saúde, Vigitel 2014, alerta que o excesso de peso já atinge 52,5% da população adulta do país. Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.






Planejamento urbano tem relação direta com a saúde da população. A implantação em São Paulo de um modelo de cidade compacta – onde as distâncias entre os locais de moradia, trabalho, comércio e serviços fossem mais curtas e as áreas urbanas tivessem maior densidade populacional e uso mais diversificado – poderia resultar em um aumento de 24,1% na atividade física pelos paulistanos relacionada ao transporte, como caminhada e ciclismo. As estimativas são de um estudo internacional realizado com a participação da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados foram publicados em uma série especial da revista The Lancet sobre planejamento urbano, transporte e saúde, lançada durante a Assembleia Geral da ONU, no final de setembro em Nova York, Estados Unidos.






Novas análises realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que atitudes negativas ou discriminatórias contra idosos são generalizadas. Elas também afetam negativamente a saúde física e mental dessa população. Sessenta por cento dos entrevistados na pesquisa “World Values Survey”, analisada pela OMS, relataram que pessoas idosas não são respeitadas. Mais de 83 mil pessoas em 57 países fizeram parte da pesquisa que avaliou atitudes de pessoas de todas as faixas etárias em relação aos idosos. Os mais baixos níveis de respeito foram relatados em países de alta renda.






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