No horizonte, a produção nacional de medicamentos

segunda-feira, 26, setembro , 2016 por

“Os estudos prospectivos de futuro são fundamentais para que possamos perceber as lacunas que representam oportunidades e necessidades de investimento na produção de medicamentos”. A afirmação é da sanitarista Vera Lúcia Pepe, pesquisadora da Ensp/Fiocruz. Nesta entrevista, ela ressalta a importância da abordagem de longo prazo na definição de prioridades para o setor produtivo nacional. “Uma vez identificada a lista de produtos prioritários para o SUS, o passo seguinte é definir como essas carências serão superadas. E isso pode ocorrer por meio de PDPs, do desenvolvimento de outras apresentações farmacêuticas para fórmulas que já são produzidas, mas não alcançam a totalidade da população, ou ainda pela produção de genéricos, caso as patentes estejam em vias de expirar”, defende.

Editorias

Acesso a medicametos em xeque

segunda-feira, 19, setembro , 2016 por

“A sociedade brasileira deve estar atenta e mobilizada para defender os seus direitos e impedir retrocessos”. O alerta é do farmacêutico Ronald Ferreira dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde e da Federação Nacional dos Farmacêuticos. Nesta entrevista, ele comenta os desafios a serem enfrentados pelo setor brasileiro de medicamentos em médio e longo prazo. Para o farmacêutico, no horizonte dos próximos 20 anos o principal entrave aos avanços na área diz respeito a retrocessos fiscais que podem se concretizar no curto prazo, por exemplo, por meio da PEC 241/2016. “Se essa agenda for aprovada, é possível que o SUS, como o conhecemos hoje, deixe de existir. Neste cenário, não só medicamentos não estarão mais disponíveis para a população, mas a própria saúde pública estará em xeque”, destaca.






As projeções para as políticas sociais brasileiras nas próximas décadas – tema do Texto para Discussão 14, de Ana Luiza d´Ávila Viana e Hudson Pacifico da Silva – apontam três cenários para o Brasil no horizonte dos próximos 20 anos: o social-desenvolvimentista, o social-liberal e uma combinação de ambos. O mais pessimista, em que o Estado tem papel residual e as forças de mercado têm maior participação no desenvolvimento, prevê o desmantelamento do SUS. Nesta entrevista, a pesquisadora Luciana Dias de Lima, do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Ensp/Fiocruz, comenta os futuros possíveis para o Brasil e o SUS, a partir do investimento ou não em políticas sociais. “O contexto de instabilidade política traz ameaças para a democracia, faz com que o cenário social-liberal ganhe força nas projeções de futuro e compromete as políticas sociais. Se este cenário vigorar, os riscos de retrocesso no setor Saúde serão imensos”, alerta.






Pela radicalização da democracia

segunda-feira, 29, agosto , 2016 por

“A construção de uma visão nacional sobre o futuro que queremos só poderá ser feita a partir da radicalização da democracia e da ampliação dos meios de participação social”. A avaliação é da economista Mayra Juruá de Oliveira, assessora do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que em julho participou do seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, na Fiocruz. Nesta entrevista, a pesquisadora apresenta metodologias aplicadas em estudos prospectivos de futuro e comenta os impasses enfrentados pelas iniciativas que buscam instrumentalizar políticas públicas, especialmente na área de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.






Prospectar, planejar, regionalizar

segunda-feira, 15, agosto , 2016 por

“É imprescindível pensar o longo prazo extrapolando sua forma etérea e localizando-o no território”. A afirmação é do analista de planejamento Leandro Freitas Couto, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em entrevista, o especialista ressalta a importância da perspectiva territorial no planejamento de longo prazo, para que o Brasil possa adotar um modelo de desenvolvimento inclusivo e efetivar a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS). “É fundamental pensar modelos capazes de garantir o acesso a partir de uma rede hierárquica de cidades, considerando a influência que essas localidades exercem sobre as regiões em que estão inseridas”, defende.






Saúde no centro da agenda de desenvolvimento

segunda-feira, 08, agosto , 2016 por

“É por meio da Saúde, de sua definição como direito, que a população se realiza enquanto nação, que se projeta no futuro, no trabalho, na sua capacidade de se realizar nas dimensões pessoais e profissionais. O setor está no centro da agenda de desenvolvimento”, afirma José Celso Pereira Cardoso Júnior, técnico em planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O economista, que participou do seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, ressalta nesta entrevista o decisivo papel do Estado no desenvolvimento do país: “a única forma de o Brasil superar suas dificuldades e organizar um processo de desenvolvimento é ter o Estado no centro do processo”.






“É preciso difundir a cultura de compartilhamento e a geração coletiva de conhecimentos e tecnologias na comunidade científica brasileira. E isso requer planejamento de longo prazo e muito investimento”. A recomendação é do sociólogo Mariano Francisco Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que participou do seminário “Iniciativas em Prospecção Estratégica Governamental no Brasil”, realizado pela rede Brasil Saúde Amanhã no dia 27 de julho, na Fiocruz. Nesta entrevista, ele aponta as contribuições dos estudos prospectivos de futuro para o planejamento estratégico de políticas públicas de longo prazo e aponta as tendências para o futuro da Ciência, Tecnologia e Inovação no país.






Editorias

Democracia como processo de desenvolvimento

sexta-feira, 22, julho , 2016 por

“A democracia não é linear, não é um fim em si. É um processo”. A avaliação é da socióloga Nísia Trindade Lima, vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz. Nesta entrevista, ela aponta como o fortalecimento da democracia brasileira pode impactar positivamente o aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS), na perspectiva da universalidade, equidade e integralidade.






Vírus emergentes: uma fronteira para a Saúde

segunda-feira, 11, julho , 2016 por

A epidemia do vírus zika no Brasil lança luz sobre a possibilidade da emergência de novos e desconhecidos vírus, com potencial de causar importante dano à saúde da população. O desafio colocado é a detecção precoce e a oferta ágil de diagnóstico e tratamento adequados”, afirma a epidemiologista Marília Sá Carvalho, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz. Nesta entrevista, ela explica que, se o surgimento de novas patologias sempre ocorreu, a alta velocidade com que passaram a se propagar é uma característica da sociedade contemporânea – o que exige do Sistema Único de Saúde (SUS) ações estratégicas. “O SUS precisa ser capaz de realizar a investigação e o acompanhamento de todas as crianças nascidas no período de risco nos locais onde houve epidemia de zika, de modo que comprometimentos neurológicos sejam detectados precocemente, no âmbito da atenção primária”, defende.






Democracia para superar a injustiça ambiental

segunda-feira, 04, julho , 2016 por

“Precisamos desnaturalizar o tema dos desastres ambientais e reconhecer a determinação social desses eventos”, alerta Marcelo Firpo Porto, pesquisador do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Nesta entrevista, ele analisa as perspectivas futuras para o Brasil e o sistema de saúde a partir do conceito de “injustiça ambiental”, decorrente das profundas desigualdades sociais do país.






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