Saúde da Família reduz iniquidades

terça-feira, 20, junho , 2017 por

Quase 130 anos após a abolição da escravidão no Brasil, a desigualdade racial continua estruturalmente enraizada no país. O índice de mortalidade por condições sensíveis à atenção primária (mortes evitáveis) é entre 17% e 23% maior em brasileiros que se autodeclaram negros ou pardos. Entretanto, a expansão da atenção primária possui um papel importante na redução de iniquidades sociais em saúde e pode ajudar a reverter estes números.

Atlas da Violência 2017

segunda-feira, 12, junho , 2017 por

O Brasil registrou, em 2015, 59.080 homicídios. Isso significa 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Os números representam uma mudança de patamar nesse indicador em relação a 2005, quando ocorreram 48.136 homicídios. As informações estão no Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo analisa os números e as taxas de homicídio no país entre 2005 e 2015 e detalha os dados por regiões, Unidades da Federação e municípios com mais de 100 mil habitantes. Apenas 2% dos municípios brasileiros (111) respondiam, em 2015, por metade dos casos de homicídio no país, e 10% dos municípios (557) concentraram 76,5% do total de mortes.






Década de Ações pela Nutrição

segunda-feira, 29, maio , 2017 por

O Brasil se tornou nesta segunda-feira (22) o primeiro país a assumir compromissos “SMART” (na sigla em inglês: específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo) como parte da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025). O Ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, fez o anúncio na ONU, em Genebra, no primeiro dia da 70ª Assembleia Mundial da Saúde.






Pela saúde das mulheres e dos jovens

segunda-feira, 15, maio , 2017 por

Representantes de oito países da América Central, de organizações não governamentais e das Nações Unidas se reuniram nesta semana (10), no Panamá, para discussões sobre a implementação a nível regional da Estratégia Mundial para a Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Marco global determina que Estados-membros da ONU ponham um fim, até 2030, à mortalidade de mulheres e jovens por problemas de saúde preveníveis.






O novo informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Managing speed, sugere que a velocidade excessiva ou inapropriada contribui para uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo. Medidas para combater a velocidade evitam mortes e lesões no trânsito e tornam as populações mais saudáveis e as cidades, mais sustentáveis.






Comida, saúde e ambiente

segunda-feira, 24, abril , 2017 por

O Seminário “Desafios Além da Carne Fraca: comida, saúde e ambiente”, que aconteceu no dia 18 de abril, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), discutiu as questões amplas e profundas que não apareceram nos noticiários no Brasil, quando vieram a público os resultados da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal no dia 17 de março.






A necessidade de efetivar o direito à comunicação como prerrogativa básica e indissociável do direito à saúde deu o tom da Pré-Conferência Livre de Comunicação e Saúde, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira (5/4), no Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos. Durante a manhã, debatedores reforçaram a importância de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser apropriado pela população como uma conquista social e coletiva, a partir do fortalecimento de espaços de fala que garantam e ampliem o acesso à informação em saúde e que deem visibilidade às vozes e vivências dos usuários. No encontro, que serviu como preparação para a 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde, a ser realizada de 18 a 20 de abril, em Brasília, também foi lançada a nova Política de Comunicação da Fiocruz, construída de maneira democrática e participativa na instituição. E, na parte da tarde, houve ainda uma roda de conversa para a elaboração coletiva de um documento com propostas sobre o tema, a ser encaminhado para a 1ª Conferência.






Cidades Mais Saudáveis

segunda-feira, 10, abril , 2017 por

A Fundação Wellcome Trust, do Reino Unido, selecionou o projeto “Construindo cidades mais saudáveis, equânimes e ambientalmente sustentáveis: lições da América Latina” (“What makes cities healthy, equitable and environmentally sustainable? Lessons from Latin America”), coordenado pela pesquisadora da Drexel University, da Filadélfia (EUA), Ana V. Diez Roux, com uma verba de dez milhões de dólares para pesquisar saúde urbana. Integram o consórcio diversos grupos de pesquisa nos EUA, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, Malásia, México e Peru. O Brasil estará representado pela Fiocruz, através do Icict (Fátima Pina, que também atua na Uerj), Ensp (Letícia Cardoso) e Fiocruz Bahia (Maurício Barreto), além da Universidade de São Paulo (USP) (Nelson Gouveia) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (Waleska Caiaffa e Amelia Augusta de Lima Friche).






Em encontro de especialistas no México, dia 27 de março, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, defendeu que a região adote políticas como a renda básica universal para “passar de uma cultura de privilégios a uma cultura de igualdade”. Segundo a dirigente, o dinamismo da economia e a inclusão social não devem ser vistos como rivais numa disputa, mas como aliados.






A atual conjuntura econômica e a política fiscal recessiva implementada no país “afetam diretamente os determinantes sociais relacionados à tuberculose”, como renda, acesso a trabalho e emprego, educação e moradia, e “apresentam uma ameaça de retrocesso aos avanços obtidos pelo SUS e demais políticas públicas e programas sociais” no enfrentamento à doença.






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