Abrascão 2018

segunda-feira, 30, outubro , 2017 por

O Abrascão 2018 acontecerá num momento muito particular da história do Brasil: um contexto difícil. Direitos, liberdade, democracia, Universidade Pública e o Sistema Único de Saúde estão submetidos a ataques cerrados. O principal recurso à nossa disposição para organizarmos a resistência e impedir retrocessos à liberdade e aos direitos sociais somos nós mesmos. O Abrascão 2018 é um dos meios pelos quais podemos ecoar nossa voz. Precisamos organizar um Congresso que demonstre a conexão entre a Ciência produzida pela Saúde Coletiva e a defesa da vida e do bem-estar. Precisamos de um Congresso Político que ao final publique o Caderno da Abrasco pelo fortalecimento do SUS, dos direitos e da democracia. Precisamos de um Congresso que consiga combinar a crítica, a mais extensa liberdade de expressão, com a solidariedade e com a determinação de vivermos de maneira ética e democrática desde sempre.

A sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), a necessidade de investimento contínuo em Ciência, Tecnologia e Inovação e a importância do monitoramento do desempenho do setor Saúde foram os elementos centrais do painel “Perspectivas e desafios da Agenda 2030”, o quarto do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã na Fiocruz. O evento, que aconteceu em setembro, reuniu pesquisadores em torno de quatro painéis temáticos que abordaram o atual contexto econômico e as tendências futuras para o financiamento setorial e o desenvolvimento sustentável, o acesso à água e ao saneamento, o direito à cidade e as políticas de proteção social no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).






A 29ª Conferência Pan-Americana de Saúde da Opas, aprovou, na semana de sua realização (22 a 26 de setembro de 2017), uma nova agenda de saúde para as Américas, além de uma série de estratégias e planos de ação em diversas áreas de trabalho. As decisões foram tomadas pelos ministros de Estado da Saúde que representam os 35 Estados-membros da organização. Criada em 1902, a Organização Pan-Americana da Saúde é também o Escritório de Representação da Organização Mundial da Saúde para a Região das Américas (AMRO) e órgão máximo de deliberações e da diplomacia da saúde no continente.






Tema de discussões na rede Brasil Saúde Amanhã desde o lançamento da iniciativa, em 2010, as questões que orbitam a proteção social em Saúde também estão refletidas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), em seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os desafios desse campo estiveram em pauta no painel “Desenvolvimento, Saúde e Proteção Social”, o terceiro do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, realizado na Fiocruz nos dias 11 e 12 de setembro.






Prêmio Jabuti

segunda-feira, 16, outubro , 2017 por

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou, na última terça-feira (3/10), a primeira fase de apuração do 59º Prêmio Jabuti, a mais importante premiação do livro do país. Nessa etapa, foram selecionados dez finalistas em cada uma das 29 categorias do prêmio, que teve mais de 2.300 inscritos. Uma coletânea publicada pela Editora Fiocruz está entre os finalistas. O livro Brasil Saúde Amanhã: população, economia e gestão, de Paulo Gadelha, José Carvalho de Noronha, Sulamis Dain e Telma Ruth Pereira (orgs.), foi selecionado na categoria Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer.






Até 2030, o planeta Terra enfrentará um déficit de 40% no abastecimento de água. A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para a dimensão dos desafios a serem enfrentados pelos 193 países signatários da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que propõe como uma de suas metas o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos. O Brasil não escapa desta realidade e, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), só universalizará o acesso à água potável em 2043 – o que coloca o país bem longe do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 6 (ODS 6): “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”. O tema esteve em debate durante o seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, em setembro, na Fiocruz.






Dois anos da Agenda 2030

segunda-feira, 09, outubro , 2017 por

Em 25 de setembro de 2015, durante a 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas, foi aprovada a Agenda Global 2030, materializada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de setembro de 2015 marcou um ciclo de negociações de mais de dois anos que, em interlocução com a Agenda de Ação de Addis Ababa (AAAA) – produto final aprovado na 3ª Conferência Internacional de Financiamento para o Desenvolvimento, que ocorreu em julho do mesmo ano na Etiópia – e com a COP 21, realizada em dezembro de 2015, fechariam o processo de institucionalização de um novo ciclo no campo multilateral.






Emprego pleno e trabalho decente para todos, como reflexo de um modelo de industrialização inclusivo e sustentável. Essas são apenas algumas das metas propostas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), para 2030. Elas foram abordadas durante o painel “Desenvolvimento e Sustentabilidade”, do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido

Fiocruz, futuro e democracia

segunda-feira, 02, outubro , 2017 por

Um posicionamento radical contra as desigualdades na sociedade brasileira e por uma assertividade na ética e no respeito com a coisa pública e com as alteridades nas práticas cotidianas do fazer saúde, ciência e política, culminando numa nova dimensão da cidadania. Com uma fala emocionada e contundente, Gastão Wagner de Sousa Campos, professor titular da

Em pauta, a epidemiologia do envelhecimento

segunda-feira, 25, setembro , 2017 por

As transições epidemiológica e demográfica seguem em curso no planeta e no país, mudando rapidamente a face e a realidade do Brasil. Um dos últimos estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2016, sinaliza que, em 40 anos, a população idosa vai triplicar no país. Em 2010, foram registados 19,6 milhões de idosos, cerca de 10% da população total. A estimativa é que, em 2050, esse número chegue a 66,5 milhões – 29,3%, passando em muito o percentual de crianças. Este é o cenário que movimentará o debate sobre políticas de atenção à população idosa e epidemiologia do envelhecimento no X Congresso Brasileiro de Epidemiologia, que acontece de 07 a 11 de outubro, em Florianópolis (SC).






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