A pandemia de Covid-19 trouxe desafios urgentes e imediatos para os países e os sistemas de saúde e evidencia a necessidade de planejamento de longo prazo com vistas ao fortalecimento do Estado de Bem-Estar Social; a garantia de direitos, sobretudo para as populações mais vulneráveis; e a articulação entre desenvolvimento e sustentabilidade. Com o compromisso

Três livros da iniciativa Brasil Saúde Amanhã que abordam tendências futuras para o país e o sistema de saúde estão agora disponíveis em acesso aberto na plataforma SciELO Livros. Inicialmente lançados pela Editora Fiocruz, os volumes Brasil Saúde Amanhã: complexo econômico-industrial da saúde, Brasil Saúde Amanhã: dimensões para o planejamento da atenção à saúde e Brasil Saúde Amanhã: população, economia e gestão juntam-se ao acervo on-line do projeto.

Os impactos da pandemia de Covid-19 sobre o investimento em saúde e as modalidades de prestação de serviços do setor no país são tema do seminário on-line “Perspectivas do Financiamento da Saúde e Relações Público-Privado no Brasil”, que a iniciativa Brasil Saúde Amanhã promove dia 15 de março, das 10h ao meio-dia.  O evento será

“O mundo deve estar pronto quando a próxima pandemia vier”, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa em Genebra, nesta segunda-feira (7), instando os países a investirem mais em saúde pública como parte de seus esforços para se recuperar da COVID-19.

O estudo foi realizado a partir de simulações dos impactos diretos e indiretos de variações dos quatro componentes da demanda final – exportações, consumo das famílias, formação bruta de capital fixo das famílias e das empresas e gastos do governo.

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O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) iniciou uma petição de líderes globais solicitando que, quando uma vacina para a COVID-19 for desenvolvida, ela seja disponibilizada gratuitamente para todos.

Sob diferentes cenários da Covid-19, estudo quantifica o déficit de leitos em UTI no SUS e dimensiona investimento para incrementá-los.
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Vinculação Orçamentária do Gasto em Saúde no Brasil: resultados e argumentos a seu favor. Fabiola Sulpino Vieira, Sergio Francisco Piola e Rodrigo Pucci de Sá e Benevides, Brasília, outubro de 2019 (Publicado em 21/10/2019)

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Austeridade mata

segunda-feira, 19, fevereiro , 2018 por

A radicalização de um programa de governo focado no ajuste fiscal, com o congelamento por 20 anos dos gastos primários, trará como resultados redução da renda das populações mais vulneráveis, aumento de desemprego estrutural e do trabalho precarizado, desmantelamento de direitos, criminalização da pobreza e desmonte das políticas sociais — onde a saúde e educação são as mais afetadas. Para sustentar o discurso da crise, propõe-se a austeridade, que justifica toda sorte de atrocidades, desde a financeirização da vida e de todos os processos econômicos, além da prevalência da oferta de serviços privados em detrimento do não funcionamento do público. Para dar sustento a essa dita austeridade, foi divulgada em novembro a síntese de um documento produzido pelo Banco Mundial sob o título “Um ajuste justo – análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, que avalia que as três esferas de governo no Brasil gastam mais do que podem em saúde (pag. 18). Este relatório sofreu severas críticas de pesquisadores e foi resumido como “simplismos, reducionismos e economicismos da pior espécie” pelo economista José Cardoso Junior.

O risco das Parcerias Público-Privadas na Saúde

segunda-feira, 30, outubro , 2017 por

As Parcerias Público-Privadas (PPP) deverão desempenhar um papel cada vez mais relevante nos próximos anos, despontando como uma importante alternativa de financiamento de projetos e de infraestrutura no cenário de serviços públicos. Mas, para a Saúde Pública, as PPP nem sempre são uma boa alternativa, uma vez que pode haver distorção da agenda que define as necessidades da saúde, favorecendo os interesses das empresas. Essa é a posição adotada pelos pesquisadores da ENSP Vera Luiza da Costa e Silva, Silvana Rubano Barretto Turci, Ana Paula Natividade de Oliveira e Ana Paula Richter em artigo publicado pela revista Cadernos de Saúde Pública. Segundo o trabalho acadêmico, os órgãos públicos podem se beneficiar da colaboração com o setor privado em áreas em que há falta de especialização, tais como desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, mesmo assim, os papéis de cada instituição devem ser bem definidos, para que não haja conflito de interesses. “Envolver-se com o setor privado, sem comprometer a integridade das ações governamentais, exige ampla discussão por parte dos atores da saúde pública, por motivos claros de conflito das visões e escopos entre corporações e saúde pública. Alia-se a isso a necessidade de abordagens multissetoriais, alta carga de investimentos financeiros das várias dimensões das políticas de controle de doenças mais prevalentes, sobretudo as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)”, alertam.

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